Clube Livro

Quem está conectado

1 usuário online :: Nenhum usuário registrado, Nenhum Invisível e 1 Visitante

Nenhum


O recorde de usuários online foi de 30 em Dom 17 Abr 2011, 16:21

Últimos assuntos

» PRESENÇA DIVINA
Qua 29 Fev 2012, 03:16 por Super Tifa

» Lancei o mMEU LIVRO, e voltei a CB
Ter 27 Set 2011, 13:01 por capitaoryu

» Queimando em fogo (Vou parar de postar aqui por quê ninguém comenta!)
Sab 10 Set 2011, 23:02 por Shadow_Hunter

» Suas lagrimas estão caindo
Seg 05 Set 2011, 21:01 por Shadow_Hunter

» Oi denovo,"
Seg 05 Set 2011, 20:59 por Shadow_Hunter

» Meu Destino é te amar...
Qui 25 Ago 2011, 11:05 por Shadow_Hunter

» Sangre verme!
Seg 22 Ago 2011, 12:38 por Moonday

» Sonhos e Ilusões
Seg 22 Ago 2011, 12:37 por Moonday

» AMAR VOCÊ
Sab 20 Ago 2011, 16:13 por Shadow_Hunter

» O Sinal da Cruz
Sab 20 Ago 2011, 15:39 por Shadow_Hunter

Carregando avatar...
Usuário:
Meu perfil.
Minhas preferências.
Assinatura.
Meu Avatar.

Post's:
Tópicos que supervisiono.
Meus tópicos favoritos.
Tópicos que participo.
Últimos tópicos.

    Meu cupido. (Fanfic)

    Compartilhe
    avatar
    Leticia Blanco
    Aluno
    Aluno

    Mensagens : 14
    Data de inscrição : 30/05/2011
    Idade : 21

    Livro Meu cupido. (Fanfic)

    Mensagem  Leticia Blanco em Seg 30 Maio 2011, 17:27

    Olá :D
    Bem, sou nova aqui, e estou fazendo minha primeira fanfic. ee \o/
    Como o nome do tópico diz a fic se chama: Meu cupido.
    Espero que leiam, inicialmente criei uma comunidade para fic, então depois achei melhor publica-la no site. '-'
    Caso queiram entrar: http://www.orkut.com.br/Main#Community?cmm=113958276

    Sinopse da fic:

    Pode pensar o que for de cupidos, nessa história, eles serão TOTALMENTE diferentes. Se eu contar vai ficar sem graça, que tal fazer sua curiosidade entrar em ação? O que posso dizer é:
    Ao invéis do cupido fazer alguém se apaixonar. Ficou apaixonado.

    Allen Gray é um típico Bad-boy popular do ensino-médio, com uma paixão secreta. Pois é apaixonado por sua própria irmã-gêmea. Ainda pequeno perdeu sua mãe, o que fez ter muitos sonhos com uma menina que se dizia sua mãe-guardiã, mesmo depois de grande seus sonhos continuaram e por algum motivo nunca lembra o rosto da menina do sonho.
    Até um dia em que uma nova aluna chega. A qual é a menina de seu sonho, a mesma lhe diz que pode ajuda-lo com sua paixão secreta. Quem ela é? Como sabe de algo tão secreto? Por que aparece nos sonhos de Allen como sua mãe?

    Espero que gostem e comentem. *-*

    avatar
    Leticia Blanco
    Aluno
    Aluno

    Mensagens : 14
    Data de inscrição : 30/05/2011
    Idade : 21

    Livro Re: Meu cupido. (Fanfic)

    Mensagem  Leticia Blanco em Seg 30 Maio 2011, 17:38

    Capa da Fic:


    '-'
    avatar
    Leticia Blanco
    Aluno
    Aluno

    Mensagens : 14
    Data de inscrição : 30/05/2011
    Idade : 21

    Livro Re: Meu cupido. (Fanfic)

    Mensagem  Leticia Blanco em Seg 30 Maio 2011, 17:42

    CAP.1 – O SONHO VIRA REALIDADE. LITERALMENTE.


    Estava tudo com uma paisagem clara, muito calma, como sempre. A brisa soprava lentamente, enquanto olhava para o belo lago de cristalinas em minha frente. Uma menina se aproximou. Ela tinha um sorriso bondoso no rosto, porém não conseguia definir como era seu rosto.
    Era um sonho. Com certeza, já havia sonhado aquele sonho antes. Aliás, desde a morte da minha quando eu tinha sete anos, todas as vezes que eu dormia, tinha o mesmo sonho. Não era um sonho desagradável. Eu era feliz, eu sempre tinha sete anos nesse sonho e aquela menina que se dizia minha mãe, era bondosa e cuidava de mim nos sonhos. Agia que nem minha mãe também. E era bom, pois ali matava a saudade imensa que eu tinha dela.
    -Allen. – sua voz ela como veludo. – está chegando seu aniversário. E eu irei buscar seu presente.
    -O que quer dizer? – perguntei olhando para ela.
    Ela sorriu suavemente e passou suas mãos macias pelo meu cabelo.
    -Sua paixão reprimida, Allen. Está te entristecendo. – ela fez uma pausa e olhou para o lago. – vou fazer com que seu desejo se realize. Afinal, é esse meu dever. Sou sua guardiã.
    -Não! – protestei. – você é minha mãe. E não tenho paixão reprimida...
    -Não seja teimoso, Allen... – ela se levantou, e ela seguiu para uma porta a sua frente. – vou buscar seu presente, querido. Espere aqui, voltarei logo.
    -Não, se você sair... Eu nunca mais vou ver você. – corri para abraça-la. – por favor... Mãe...
    Ela sorriu e se abaixou, me deu um beijo na testa e logo se levantou e abriu a porta, a porta dava para um fundo branco.
    -Sempre estarei ao seu lado, Allen. Nunca se esqueça. – ela disse.
    Ela entrou no fundo branco e a porta desapareceu. Ouvia som de alarmes que começavam a cada vez mais ficarem mais altos. Logo estavam numa escuridão...
    E acordei.

    Estava no meu quarto, uma bagunça como sempre. Desliguei o despertador que tocava loucamente, avisando que era sete e meia. Levantei, desnorteado, eu tinha lágrimas nos olhos. Será que eu a veria de novo? Essa pergunta não parava de vir em minha cabeça. Tentei não pensar no sonho. Pois afinal, era apenas um sonho. Se eu parasse de sonhar aquilo, não faria diferença. Ou faria?
    Lavei meu rosto de drogado e fui tomar um banho. Desci assim que pus meu uniforme escolar e peguei dinheiro para comer na rua. Bem, eu moro sozinho, e sou preguiçoso, então não faço meu café-da-manhã, sempre como na rua.
    Eu morava perto da escola, que era alguns quarteirões a distancia, então aproveitava e comia em uma lanchonete aqui perto.
    Assim que abri as portas da lanchonete, ali estavam meus amigos que comiam alegremente enquanto faziam piadas.
    -Não sei como conseguem se tão agitados de manhã... – falai enquanto me sentava.
    -Você que é muito chato! – protestou Carlos, rindo como sempre.
    Carlos era o tipo de menino do qual você jamais teria coragem de arrumar uma briga. Tinha o físico de uma atleta, afinal, ficava horas praticando futebol. Tinha cabelos encaracolados cor castanho um pouco avermelhado.
    Do outro lado da mesa, estavam James e Mary de mãos entrelaçadas. Mary tinha uma cor bronzeada e seus cabelos lisos como seda ia até sua cintura. James era alto e pálido, porém era bonito, os cabelos negros e espetados iam até seu pescoço. E do meu lado estava ela... A mais linda de todas. Os cabelos loiros um pouco abaixo do pescoço, com uma franja rala de lado. Os olhos azuis piscinas e um sorriso travesso no rosto, sua bochecha com um tom avermelhado, como eu. Era como me ver em versão feminina. Ali estava minha irmã gêmea, Anne. E meu grande amor.
    Sei que deve estar pensando: Você é apaixonado por sua própria irmã?!
    Sim, sim. Eu sei, difícil de acreditar. Não me pergunte como isso aconteceu. Apenas fomos crescendo e percebi que não gostava dela apenas como irmã.
    -Allen, você parece cansado... – comentou Anne.
    -Sim. – concordou James. – está se sentido bem?
    -Hã? Eu estou ótimo. – menti. Ao ver minha irmã lembrei-me do que a menina dissera no sonho, e o medo de nunca mais vê-la.
    -Hm... – suspirou Carlos. – Vocês sabem, mesmo se ele estive ruim, não diria...
    -Mas eu estou bem, Carlos! – insisti.
    Um homem com aparência oriental com o uniforme da lanchonete apareceu em nossa mesa
    avatar
    Leticia Blanco
    Aluno
    Aluno

    Mensagens : 14
    Data de inscrição : 30/05/2011
    Idade : 21

    Livro Re: Meu cupido. (Fanfic)

    Mensagem  Leticia Blanco em Seg 30 Maio 2011, 17:58

    -Vai pedir algo? – ele disse.
    -Uma esfirra e um suco de laranja, por favor. – pedi.
    -Cinco dólares. – disse o garçom.
    Entreguei a ele o dinheiro. Cinco minutos depois ele me entregou o pedido. Comecei a comer, todos nós conversávamos sobre a escola e coisas normais.
    Assim que acabamos fomos para a escola, já estávamos todos na sala de aula, algumas meninas se juntaram ao nosso grupo e conversavam conosco.
    -Vamos, sentem-se todos! – disse a vós da professora.
    Todos foram para seus lugares, e Anne foi para sua sala. Aquela era a Prof.ª Flavinha, tinha trinta e cinco anos no máximo, era bem animada e quase não se parecia com uma professora de verdade.
    -Bem, meus chatos. – ela limpou a garganta. – queridos alunos, quer dizer. Hoje temos outra aluna para eu aturar, o bom é que ela é bem fofinha, então meninos, não a ataquem!
    Ouve um “uuui” dos garotos na sala, e não pude deixar de rir.
    -Entre, meu bem. – disse Prof.ª Flavinha.
    A porta se abriu, a menina passou por ela, timidamente. E meu coração parou. Não... Não podia ser verdade, era um sonho, só podia!
    A menina sorriu, reconheci aquele sorriso, aquele sorriso bondoso e suave...
    A menina era magra e baixinha com o físico pequeno, fazendo-a ser meiga, tinha os cabelos curtos, espetados e negros como carvão, o cabelo reluzia, como uma seda muito sedosa, uma franja posta de lado delicadamente, o rosto igual à de uma boneca, era incrivelmente bonita, muito bonita mesmo, os olhos cor de azuis escuros, os azuis mais lindos que eu já vira.
    -Eu sou Naomi Smith. – ela sorriu timidamente, sua voz suave. – Prazer em conhecê-los.
    A sala disse “bem-vinda” em coro, e pude ver os meninos extasiados com sua beleza.
    Os olhos de Naomi correram pela sala, e me fitou, um pouco constrangida. Percebi que eu a fitava profundamente.
    Desviei o olhar, eu não podia acreditar, a minha mãe, minha guardiã...
    -Bem, disse a professora. – ela gesticulou para a carteira vazia ao meu lado. – Naomi, sente-se ali.
    Naomi assentiu e foi para a carteira ao meu lado e sentou-se.
    -Seremos vizinhos. – ela sorriu. – prazer em conhecê-lo... Hã...?
    -Allen Gray. – me apresentei. – prazer em conhecê-la também...
    Ela sorriu suavemente. Será que ela era a menina do sonho? Isso era impossível.
    A aula toda eu tive que me esforçar o máximo para não olhar Naomi. Porém a ideia de que ela podia ser a mesma menina que aparecia em meus sonhos era impossível de tirar. O sinal tocou, era hora do recreio.
    -Então é isso, povo. – disse Prof.ª Flavinha. – até amanhã.
    Todos arrumaram suas coisas dentro na mochila e assim que eu estava perto da porta Prof.ª Flavinha me chamou.
    -Allen, venha cá um minuto. – disse ela.
    Do seu lado estava Naomi.
    -Vejo que se deu bem com a Naomi, pode fazer o favor de mostra à escola a ela? Vai ser horrível ela ficar perdida nessa escola cheia de brutamontes...
    -Ah, claro. – disse, olhei para Naomi, que sorriu timidamente para mim.
    -Bem, então é isso. Tchau, Tchau. – se despediu Prof.ª Flavinha.
    -Ah, vamos...? – eu disse a Naomi.
    -Vamos. – disse ela.
    Mostrei tudo para Naomi, até lhe apresentei meus amigos que eram muitos, e algumas líderes de torcida olharam de cara feia para ela e ficaram muito satisfeitas em saber que eu estava apenas lhe mostrando a escola.
    Naomi era legal, gentil e bondosa, como no sonho...
    Isso não saía da minha cabeça.
    Estávamos indo para o ginásio, o único lugar que faltava, lá em cima na arquibancada, Anne e o professor de história, John conversavam como velhos amigos, e não aluna e professor. Eu sabia o quanto Anne gostava dele, Anne era totalmente apaixonado por ele. Não pude deixar de ficar triste ao vê-los juntos.
    -Você a ama, não é? – disse Naomi me tirando do transe.
    -Como? Amo quem? – disse tentando não parecer nervoso. Acho que não adiantou.
    -Allen, eu o prometi. – ela sorriu. – Já disse, o seu presente. Vou fazer Anne te amar.
    Senti o mundo desabar, fiquei estático olhando para Naomi.
    -Mãe... – murmurei.
    -Sou apenas seu cupido. – ela disse.
    -Cupido? – perguntei.
    avatar
    Leticia Blanco
    Aluno
    Aluno

    Mensagens : 14
    Data de inscrição : 30/05/2011
    Idade : 21

    Livro Re: Meu cupido. (Fanfic)

    Mensagem  Leticia Blanco em Seg 30 Maio 2011, 18:31

    Ninguém? T_T
    avatar
    Leticia Blanco
    Aluno
    Aluno

    Mensagens : 14
    Data de inscrição : 30/05/2011
    Idade : 21

    Livro Re: Meu cupido. (Fanfic)

    Mensagem  Leticia Blanco em Ter 31 Maio 2011, 15:15

    -Conhece os anjinhos que atiravam flechas e faziam pessoas se apaixonarem? – perguntou.
    -Sim... Mas... – eu disse.
    -Bem, nós existimos, mas não somos exatamente assim... Somos como um clã, seres humanos com habilidades especiais que nasce apenas em nossa família. Ninguém mais os possui. Nós podemos realizar os desejos mais profundos do coração das pessoas, não só desejos amorosos. Como aconteceu com sua mãe... Por isso criei os sonhos, para que não se sentisse tão ruim, para que pudesse vê-la de novo.
    -Mas, por que eu? – perguntei.
    -Cada cupido tem um tipo de ligação com seu cliente. Já tive outros clientes. – disse ela. – Nós simplesmente sentimos e vamos até vocês, ou nos comunicamos em sonhos.
    -E, você é um cupido? – suspirei.
    -Ainda duvida? – ela bufou. - eu apareço em seus sonhos e sei segredos que ninguém sabe sobre você. Precisa de mais uma prova?
    -O.K, O.K. Mas, como pode me ajudar? – eu disse esperançoso.
    -Eu vou... – ela olhou mais para dentro do ginásio. – John?
    -Hã, o que? – segui seu olhar.
    -John, ele trabalha aqui? – ela apontou com o olhar.
    -Ah! O nosso professor. Na verdade é estágio, eu acho. – eu disse.
    Do alto da arquibancada, John olhou para mim e seguiu o olhar para Naomi, pareceu surpreso, porém abriu um largo sorriso e desceu a arquibancada ao nosso encontro.
    -Naomi! – ele disse feliz. – o que faz aqui?
    -Vou estudar aqui, temporariamente. – ela me fitou.
    -Aah... Está a serviço? – ele sorriu para mim.
    -Sim, sim. – ela disse tranquilamente.
    -Como assim, a serviço? – eu perguntei.
    -Ele é um da nossa família, Allen. – disse Naomi. – é um cupido, também.
    -Você... é um cupido?! – eu disse surpreso.
    -Aham! Eu conheço Naomi desde pequeno, crescemos juntos não é, Naomi? – ele a fitou. – éramos destinados...
    -Ah, Allen... – ela o interrompeu rapidamente. – que tal começarmos a operação “Conquistando Anne”?
    -Hã... Operação... Da onde tirou isso? – eu disse.
    Ela deu de ombros e me puxou para dentro do ginásio. Acho que na verdade, ela estava tentando evitar John.
    -Apenas me apresente sua irmã. – disse ela enquanto subíamos a arquibancada. – pode deixar que eu vou começar o serviço.
    -Ah... O.K. – eu disse.
    Chegamos e Anne levantou o olhar para mim e Naomi.
    -Olá. – disse ela sorrindo. – quem é essa?
    -Essa é Naomi Smith, é nova na escola. Estou mostrando a escola para ela. – falei.
    -Olá, Anne. – ela sorriu, como sempre o sorriso suave. – Allen me falou muito de você. Vocês são gêmeos, não é mesmo?
    -Ah, sim. Se eu quiser me ver como eu ficaria se eu nascesse homem, é só olhar para Allen! – ela sorriu.
    -Realmente. Sabe me lembro de algumas histórias em que irmãos, e até mesmo gêmeos se apaixonam um pelo outro. – disse Naomi.
    Senti-me um pouco desconfortável, não pelo fato da indireta. Mas eu sabia que essas histórias, ela tinha participado, e que havia os ajudados a ficarem juntos. Por algum motivo, não gostava na ideia de Naomi ter sido cupido de outras pessoas. Também não sabia se isso é ciúme de cupido. Queria que Naomi fosse apenas meu cupido.
    -Sério? – disse Anne, parecendo surpresa. – nossa. Isso é meio estranho.
    -É, a maioria pensa assim. Porém, eles passam por cima de todo esse preconceito e acabam juntos. – disse Naomi, como se lembrasse das histórias. – é tão lindo.
    -Vendo desse lado. Realmente é. – disse Anne.
    Me senti esperançoso. E vi o que Naomi fazia, ela estava avaliando como “atacar”, vendo o que Anne pensava sobre aquilo.
    O recreio todos ficamos conversando, sobre amor, amores impossível e amor entre irmão. No geral, tudo amor. Mas quando falei isso com Naomi, ela pareceu ofendida e disse que amores são muito diferentes uns dos outros.
    Naomi parecia contente, dizia que agora tinha tudo para dar certo. Bateu o sinal do último tempo, e todos começaram a arrumar suas coisas. Assim que terminei de guardar meu material todos meus amigos vieram e Anne já estava na porta nos esperando.
    -Cadê a Naomi? – perguntou Anne olhando por cima de nós.
    avatar
    Leticia Blanco
    Aluno
    Aluno

    Mensagens : 14
    Data de inscrição : 30/05/2011
    Idade : 21

    Livro Re: Meu cupido. (Fanfic)

    Mensagem  Leticia Blanco em Ter 31 Maio 2011, 15:26

    -A aluna nova? – sorriu Carlos. – soube que Allen e ela ficaram hoje o dia inteiro juntos.
    Todos riram, senti meu rosto ficar quente, por algum motivo estranho, pois eu só ficava assim com Anne.
    -A Flavinha pediu para mostrar a escola para ela, idiota! – eu retruquei.
    -Ui, calma, valentão. – riu Carlos. – é uma brincadeira. Está de TMP hoje?
    -Ah, cala a boca... – eu disse mal-humorado.
    -Parem vocês dois. – disse Anne passando por nós entrando na sala. – Naomi não está aqui. Ela disse que morava em Queens, pensei que ela fosse com você, Allen.
    -Ela não falou nada comigo. E vamos, Anne. Vocês já são tão amigas assim?
    -Ela é legal, queria perguntar algumas coisas a ela. – seu rosto ficou um pouco vermelho.
    -É, mas ela não está aqui, e além disso... – disse Mary. – não a vi saindo...
    -Pois é, que estranho. – concordei.
    Todos os meus amigos moravam na direção contrária a minha, inclusive minha irmã. Então eu sempre voltava sozinho para casa. Algumas do meu “fã-clube” me paravam na rua e conversavam comigo, eu era uma pessoa popular. Como eu sabia que era impossível ficar com minha irmã, comecei a me misturar com os mais populares da escola, ou seja, Carlos. Assim começou a muitas garotas me pedirem em namoro. Em tentativa de esquecer, Anne, ficava com todas, me tornando o mais galinha da escola. Pois é, é assim que me veem, como um bad boy, galinha e metido a popular. Porém isso é uma máscara, isso tudo em tentativa de esquecer Anne, tudo em vão, já que nunca esquecia.
    Lembrei-me do sonho, me perguntei se eu continuaria tendo eles. Seria estranho não ter mais aqueles sonhos, já que há dez anos eu os tenha tido. Sentei-me no banquinho da praça, ali fiquei vendo as crianças correndo feliz pelo parquinho. Quando eu e Anne éramos pequenos, meus pais costumavam nos trazer para o parque, nós brincávamos muito, e lembro que mesmo pequeno, eu era muito protetor se tratando de Anne.
    Seu presente Allen... Eu prometi. Lembrei de Naomi. Não sei o que ela faria, mas eu esperava que desse certo. Eu acho. Eu estava confuso. Eu queria aquilo, mas ao mesmo tempo não, como se não fosse o que eu queria. Era como você está prestes e se casar e lhe vem à questão: Eu vou ser feliz?
    Não importa se são irmãos, se eles se amam, devem seguir em frente. Naomi disse a Anne no recreio enquanto falava das suas histórias.
    Era incrível o tipo de pensamento de Naomi, era como eu voltasse no tempo e falasse com Renée Descarte, Diderot, com os grandes filósofos. Embora Naomi tivesse a aparência meiga, era bastante intelectual e muito inteligente. Eu a admirava por isso.
    Me levantei, segui o caminho de casa.
    Assim que cheguei, lá estava minha gata, Puppy, estava em frente à porta, me esperando.
    -Puppy, não era para sair de casa... – eu a peguei no colo e abrir a porta.
    A bagunça da minha casa tinha sido arrumada. Aline, minha emprega, devia ter arrumado, pois tinha um bilhete que tinha tomado o lugar do cheque que eu colocara em cima da mesa de centro da sala. Ali dizia:
    “Peguei o pagamento de hoje. De: Aline.”
    Puppy se enroscou no sofá e miou para mim, depois abaixou a cabeça e ficou imóvel. Tinha dormido.
    Subi as escadas e troquei de roupa, comecei a planejar o que eu comeria de almoço, mas como eu me esqueci de fazer compras, me contentei com um macarrão simples e ovo-frito.
    Assim que acabei de comer e fazer toda minha higiene deitei no sofá que não estava ocupado por Puppy. Já que ela era muito espaçosa, eu não iria incomodá-la.
    Comecei a ler o trabalho de casa, porém acabei pegando no sono.

    Sonhei de novo a mesma coisa – para minha satisfação. – a mesma campina ensolarada com o lago de cristalinas à minha frente.
    -Allen. – chamou uma vós familiar.
    -Mãe! – sorri ao vê-la.
    Mesmo já conhecendo Naomi, não via seu rosto, apenas seu sorriso suave e tranquilizador.
    -Como prometido, estou preparando seu presente. – ela disse se sentando ao meu lado.
    -Mãe, eu já disse que... – tentei dizer.
    -Allen... Já disse, é o meu dever. – disse ela. – Mas... Antes disse. Queria lhe dar algo.
    Ela pegou um vaso pequenino, com uma mudinha de flor com um rosa pálido.
    -Uma flor? – perguntei.
    -Não, Allen. – ela sorriu. – esse é o seu coração. A Flor de Cerejeira não só representa os samurais mais também representa o coração das pessoas, plante e cuide dela. Nela você achará o que sente. Se conhecerá melhor.
    -Me conhecer melhor? – eu disse.
    -Sim. – disse ela, depois se levantou.
    -Já vai? – eu disse triste.
    avatar
    Moonday
    Diretor
    Diretor

    Mensagens : 304
    Data de inscrição : 30/01/2011
    Idade : 22

    Respeito as Regras:
    Barra de Warning:
    100/100  (100/100)

    Livro Re: Meu cupido. (Fanfic)

    Mensagem  Moonday em Ter 31 Maio 2011, 18:15

    Venho avisar a você que o clube anda meio deserto mesmo!

    Calma, estaremos abrindo uma nova comunidade em breve!
    Será um site, com domínio.

    Mas, adicione o chat do grupo e não perca contato.. mesmo assim estarei lendo a sua fic*


    _________________
    Minha Atual Produção;
    Escola Ëbon - O 1º Ano


    ____
    avatar
    Leticia Blanco
    Aluno
    Aluno

    Mensagens : 14
    Data de inscrição : 30/05/2011
    Idade : 21

    Livro Re: Meu cupido. (Fanfic)

    Mensagem  Leticia Blanco em Ter 31 Maio 2011, 19:52

    Aaah, obrigado. *-*
    avatar
    Leticia Blanco
    Aluno
    Aluno

    Mensagens : 14
    Data de inscrição : 30/05/2011
    Idade : 21

    Livro Re: Meu cupido. (Fanfic)

    Mensagem  Leticia Blanco em Ter 31 Maio 2011, 20:04

    -Apenas queria pegar isso. – ela mostrou duas pazinhas de agricultura. – vamos cultivar juntos, Allen.
    Ela sorriu e passou a mão suave em meu cabelo.
    -Tá! – sorriu animado com a ideia.
    Fomos até a outra extremidade do lado e ali começamos a plantar, a pequena [/i]Sakura[/i] ficou ali se movimentando lentamente com a brisa da campina.
    O sonho foi ficando cada vez mais claro, só podia ver o sorrido lindo de Naomi que aos poucos foi desaparecendo com a claridade.
    Aos poucos acordei.
    Estava com o livro sobre minha barriga e eu continuava na sala. Puppy não estava mais no sofá, e já estava de noite.
    Fechei meu livro e levantei, coloquei-o na mesinha e fui para meu quarto, no alto na escada vi um pequeno pacote. Avia um bilhete: Cuide dela, eu já lhe disse. É seu coração. Assim que abri vi o mesmo vasinho com a pequena Sakura dentro. Sorri com aquilo. Não sei como Naomi entrou ali, mas eu estava feliz. Pus o vasinho em minha escrivaninha, e junto dele, o bilhete de Naomi.
    -Obrigado. – sussurrei para o vasinho com a Sakura.
    avatar
    Leticia Blanco
    Aluno
    Aluno

    Mensagens : 14
    Data de inscrição : 30/05/2011
    Idade : 21

    Livro Re: Meu cupido. (Fanfic)

    Mensagem  Leticia Blanco em Ter 31 Maio 2011, 20:09

    CAP.2 – NAOMI E EU ESTRAGAMOS O ENCONTRO DA MINHA IRMÃ.


    Primeiro não vá me chamando de louco invejoso. Essa deia foi de Naomi.
    Já havia se passado um mês. Os sonhos continuaram e cada vez mais eu e Naomi ficávamos próximo um do outro. Além de ficarmos o dia inteiro conversando sobre como ela faria Anne se apaixonar por mim, nós fazíamos a lição de casa e estudávamos juntos. Às vezes saímos juntos com nossos amigos. Era ótimo ficar na companhia de Naomi, era engraçada e comunicativa. Agora, Naomi era do grupo também, era tão popular quanto eu.
    -Allen. – disse Naomi, nós estávamos no recreio no nosso lugar favorito: o jardim, aonde ninguém ia e podíamos conversar sobre o plano de conquistar Anne. – Temos que cortar esse sentimento de Anne com John o máximo possível. Eu posso sentir que ela o ama de verdade e isso me preocupa.
    -É, eu sei... – eu disse. – já tentei o máximo a fazer esquecer-se dele, mas não deu certo.
    -Não sei se John sente o mesmo por ela... Não podemos sentir os sentimentos de outros cupidos... – ela disse pensativa. – mas, é meio confuso, é como se às vezes gostasse, e às vezes não.
    -Ah, encontrei vocês! – disse a voz de Anne de algum lugar. Logo ela estava do nosso lado. – nossas, vocês parecem namorados.
    -Só por que somos homem e mulher não significa que não possamos apenas ser amigos. – disse Naomi tranquila. Mas, por algum motivo algo me incomodou no que ela disse.
    -Não dá nenhuma chance para o meu irmão? Ele é um cara legal. – Anne riu.
    -Somos apenas amigos. – repetiu. – por que estava nos procurando?
    -Ah, é mesmo. – seu rosto ficou vermelho e ela sorriu ainda mais. – Vocês não vão adivinhar! Eu... Eu... o John, ele me convidou para um encontro!
    Senti meu peito rasgar, ser esmagado por um caminhão com um bilhão de elefantes dentro. Senti raiva e frustação, mas esses sentimentos não pareciam vir de mim. Era a ligação que eu tinha com meu cupido, Naomi. Ela devia estar sentido isso.
    -O John o quê?! – disse Naomi.
    -Isso mesmo que você ouviu. – disse Anne feliz. – Não é demais?
    -John... – Naomi rangeu os dentes. Não sei se Anne ouviu. Mas, pelo que parece não. – eu já volto.
    Naomi pareceu tentar controlar a raiva e seguiu para dentro da escola. Não sabia o que ela faria, mas se ela matasse John, não seria nenhuma surpresa.
    -Hã... Parabéns. – eu disse, tentando parecer contente.
    -Ah, obrigado! – ela sorriu. – eu estou tão feliz.
    -Que bom... – murmurei triste.
    O sinal tocou, voltei para a sala, cabisbaixo. Aquilo realmente me entristeceu.
    Naomi chegou um pouco atrasada para aula, ainda possuía a expressão um pouco zangada.
    -Como foi com John? – sussurrei para ela.
    Ela olhou para ver se ninguém estava escutando.
    -Ele disse que sabe que ela o ama. E já faz tempo que está indeciso sobre isso. Que não sabe definir o que sente em relação a ela. – ela sussurrou, parecia zangada ainda. – Porém, cupidos e seres humanos não podem ficar juntos.
    -Não podem? – sussurrei de volta.
    -Não, cupidos ficam com cupidos, seres humanos com seres humanos. Já ouvi histórias sobre cupidos que já amaram seres humanos ou vice-versa. – ela parecia controlar a vós. – porém a pessoa ou o cupido amado não retribuíram o sentimento.
    Fiquei surpreso.
    -John não pode fazer isso! – ela disse. – ele vai descobrir que não a ama e vai magoá-la, ou ao contrário.
    -Isso seria ruim. – concordei.
    -Allen e Naomi. Querem compartilhar sua conversa com o resto da turma? – disse Prof.ª Flavinha.
    Nos endireitamos no mesmo instante e olhamos para Prof.ª Flavinha.
    -Desculpe. – eu e Naomi dissemos em uníssono.
    Prof.ª Flavinha se virou e continuou a escrever no quadro. A aula seguiu normal, Naomi e eu começamos a fazer o dever.
    Cupidos amavam cupidos, seres humanos amavam seres humanos. Fiquei pensativo, seu eu amasse Naomi, ela não me amaria, ou se ela me amasse, eu não a amaria. Aquilo me pareceu triste.
    -Allen. – sussurrou Naomi. – o que ouve, está triste?
    Olhei para ela, eu não sabia que estava tão triste a ponto de Naomi sentir.
    -Nunca ouve de um cupido e um ser humano de amarem? – perguntei.
    Ela ficou pensativa. Negou com a cabeça.
    -Não... Que eu saiba, não. – ela disse por fim.
    avatar
    Leticia Blanco
    Aluno
    Aluno

    Mensagens : 14
    Data de inscrição : 30/05/2011
    Idade : 21

    Livro Re: Meu cupido. (Fanfic)

    Mensagem  Leticia Blanco em Ter 31 Maio 2011, 20:14

    -Ah... – eu disse.
    -Não fique preocupado. Anne vai te amar, tenho certeza. – ela sorriu.
    Novamente, o sentimento de dúvida veio a minha mente, o que me deixou confuso se eu sorria ou se eu ficava triste.


    Já estava na hora da ir embora, Anne, Naomi e eu, estávamos perto do portão da escola conversando.
    -E aonde vocês vão? – perguntou Naomi.
    -Vamos ao Street Coffee, hoje às 18h00min. – Anne respondeu, animada.
    -Ah, bom lugar. – tentei parecer feliz também.
    -Aham, meu favorito. – ela tinha uma expressão sonhadora no rosto. – e John lembrou...
    -Ah! – disse Naomi olhando para seu relógio de pulso. – olha a hora! Eu tenho que ir.
    Ela me deu um olhar que intendi como: venha comigo.
    -Ah também tenho que ir. – disse tentando soar natural. – Até mais Anne.
    -Tchau, Anne. – disse Naomi sorrindo.
    -Tchau, tchau. – se despediu Anne.
    Nós nos afastamos o bastante e Naomi sorriu.
    -Já sei o que vamos fazer. – seus olhos brilhavam, o que foi meio assustador.
    -O que vamos fazer? – eu temia sua resposta.
    -Vamos estragar o encontro deles! – ela sorriu sinistramente. – assim eles vão se odiar.


    Sempre tenha isso em mente: cupidos podem ser bastante diabólicos. Bem, o plano era o seguinte, nós íamos ao Street Coffee como se estivéssemos em um encontro – claro que íamos disfarçados. – então Naomi disse que faria uma cena para parecerem idiotas e vai fazer qualquer coisa para Anne ir ao banheiro, e então chamaria uma menina, contratada por ela, para beijar John no exato momento em que Anne voltasse do banheiro. Resumindo: John “trairia” Anne bem na frente dela no seu primeiro encontro.
    Isso pode parecer ruim, mas ela garantiu que como Anne vai está fragilizada depois disso e eu poderia ter mais chance de conquista-la consolando-a. Quem iria imaginar um cupido tão meigo como Naomi pudesse ter esses tipos de ideias...
    Eu vestia um jeans surrado que tinha certeza que Anne nunca o vira, eu tinha um chapéu estilo gangster do modo que escondia totalmente meu cabelo, um óculos ray ban e um all-star preto.
    Naomi estava quase irreconhecível, se não fosse pelo lugar que combinamos em nos encontrar, eu não a reconheceria.
    -Bom disfarce. – ela sorriu.
    -Igualmente. – eu disse tentando não parece nervoso.
    Entramos e na fileira do canto direito perto das janelas na antepenúltima mesa estavam John e Anne conversando animadamente.
    -... Ah eu sei! – disse John alegre. – esse filme é fantástico.
    -Sim, é realmente maravilhoso, eu ri tanto na parte do escorregador! – Anne disse rindo.
    -Minha parte favorita. – concordou John rindo em coro com Anne.
    Sentamo-nos na ultima mesa e eu podia ver Naomi fuzilando John com os olhos. – olhos que estavam castanhos por causa da lente de contato que ela usava. –
    -Não posso acreditar que ele está desrespeitando umas das leis mais importantes. – ela sussurrou.
    -Não posso acreditar que Anne gosta desse cara. – sussurrei também.
    A garçonete chegou com um suco de laranja e o pôs na mesa.
    -Preste atenção. – Naomi deu um sorriso travesso.
    -... Eu realmente acho esse filme... – dizia John, então Naomi o interrompeu.
    -Idiota! – ela fez um falsete muito parecido com a voz de John.
    Quase explodi na gargalhada, eu pude sentir John confuso olhando as mesas procurando o culpado.
    -O que disse? – perguntou Anne. – achei que achasse esse filme legal. É um filme clássico, e, além disso, se não gostar, basta ter respeito.
    Eu sabia o quanto Anne ficava irritada quando criticavam o que ela gostava.
    -Não, Anne! – disse John confuso. – eu não disse aquilo, foi algum engraçadinho...
    -Ah, sério, John? – Anne disse sarcasticamente e soltou um suspiro. – O.K, voltando ao assunto... Sabe o Senhor dos Anéis?
    -Aham, meu favorito! – sorriu John.
    -Então ouvi falar que... – Anne foi interrompida.
    avatar
    Leticia Blanco
    Aluno
    Aluno

    Mensagens : 14
    Data de inscrição : 30/05/2011
    Idade : 21

    Livro Re: Meu cupido. (Fanfic)

    Mensagem  Leticia Blanco em Ter 31 Maio 2011, 20:19

    -Que você é um idiota. – disse Naomi imitando perfeitamente a voz de Anne.
    -O que disse? – disse John surpreso.
    -Eu... Eu. – disse Anne desesperada.
    -Ah, já entendi, está com raiva do que eu disse sobre seu filme – disse John irritado.
    -Eu não disse nada e... Ei! Acabou de assumir que disse de verdade. – Anne também tinha um tom de irritação na voz.
    -Eu não quis dizer isso. – John disse tentando se concertar.
    -Ah, agora não disse nada. – retrucou Anne.
    -Eu estou lhe dizendo tem algum engraçadinho querendo estragar nosso encontro. – John disse.
    -Psiu. – sussurrou Naomi para mim. – derrame esse suco em Anne.
    -O que?! – sussurrei de volta. – está louca?
    -Faça isso! – ela me entregou o copo.
    -Mas o encontro deles já está indo horrível. – sussurrei. – não precisa disso.
    Ela respirou fundo.
    -Então vamos ver como a discursão acaba, se eles pararem de se falar, ótimo, aí agente põem mais lenha na fogueira para ela parar de gostar dele definitivamente. – ela disse.
    Anne se levantou parecia muito zangada.
    -Não acredito que você é tão estúpido assim! – gritou ela.
    -Ai, não... – murmurou Naomi, seu rosto adquiriu um tom pálido.
    Me virei para ver a discursão, o resto das pessoas faziam o mesmo. O rosto de John era o mesmo de Naomi; pálido.
    -Qual o problema? – sussurrei.
    -Anne... – ela tinha lágrimas nos olhos. – ela está magoada... Não sabia que ela o amava assim...
    Olhei para ela confuso.
    -Como assim? – perguntei.
    -Pensei que... – se interrompeu Naomi.
    -O que está fazendo? – eu disse. – está indo de acordo o plano!
    -Não, Allen! – ela me olhou, as lágrimas escorreram pelo seu rosto e ela pareceu mais pálida. – pensei que ela o amasse por causa dos poderes de John. Mas ela o ama de verdade.
    Não entendi o que ela disse. Ela começou a caminhar em direção a Anne e eu segurei pelo braço.
    -Você me prometeu! – disse a ela. – não estrague agora.
    Ela passou a sua mão livre levemente em meus cabelos, tive a sensação de paz, senti todos meus músculos relaxarem, todas minhas preocupações e tristezas pareciam que saíram de mim, eu a soltei.
    Eu a vi caminhando em direção a Anne, ela sorriu calmamente.
    -Acalme-se, Anne. – ela disse tranquilizadora.
    -Quem é... – Anne olhou-a profundamente. – Naomi?
    Naomi estendeu a mão para ela.
    -Podemos conversar? – ela disse.
    Anne assentiu, parecia um tanto hipnotizada. Naomi saiu do Street Coffee acompanhada de Anne. Toda sensação de paz saiu assim que Naomi fechou a porta do Street Coffee, e olhei para John, parecia estático.
    Ele me fitou e eu fui a sua direção.
    -Vocês que estragaram meu encontro? – ele disse sem expressão.
    -Naomi me disse que cupidos não podem ficar com seres humanos, que se algo acontece a você ou a Anne seria ruim. – eu lhe disse. – e, além disso, estava interferindo no plano de Naomi em Anne se apaixonar por mim.
    -Você sabe por que cupidos não ficam com seres humanos? – ele me perguntou.
    -Por quê? – eu perguntei.
    -Primeiro: O ser humano pode ser influenciado por causa dos poderes de um cupido. Os nossos poderem refletem bondade e amor, e isso pode fazer que acidentalmente se apaixonem por nós. Segundo: acho que Naomi deve ter explicado isso. Os nossos poderes “interferem” fazendo com que a pessoas amada não retorne o amor. – ele disse cabisbaixo. – acho que é uma coisa do tipo: “cupidos-não-namoram-pessoas-normais-para-manter a -linhaguem-de-seres-humanos-paranormais” – ele fez aquilo soar sarcástico. – o pior, é que de certa forma sinto algo por sua irmã, Allen. E isso é perigoso.
    -Sim. – concordei. – Naomi me disse que pode acabar descobrindo que não a ama de verdade e pode machuca-la.
    -Exatamente. – ele olhou janela a fora. – mas o que sinto por Anne é realmente amor. Eu sei a diferença.
    Naomi apareceu na janela fazendo um gesto para eu ir até lá. John a fitou e logo acompanhou o olhar para Anne que estava ao lado de Naomi.
    avatar
    Leticia Blanco
    Aluno
    Aluno

    Mensagens : 14
    Data de inscrição : 30/05/2011
    Idade : 21

    Livro Re: Meu cupido. (Fanfic)

    Mensagem  Leticia Blanco em Ter 31 Maio 2011, 20:26

    -Allen. – John me chamou antes que eu levantasse. – se por acaso se apaixonar por Naomi, saiba que eu vou fazer de tudo para você não feri-la.
    -Como assim? – eu o fitei.
    Ele sorriu com desdém.
    -Eu reconheço um sentimento de longe, Allen. – ele disse. – Naomi foi destinada a ficar comigo. E sei que como somos cupidos vamos ficar de um jeito ou de outro juntos. Mesmo agora com essa confusão de sentimento, eu ainda amo Naomi. E se você a machucar, não vou te perdoar.
    Assim ele se levantou me deixando confuso. Ele disse algo como “eu reconheço um sentimento de longe”? Mas que sentimento?!
    Eu o segui para fora do Street Coffee.
    -Anne, está melhor? – perguntei a ela.
    -Sim... – Anne fitou o chão, melancólica. – John, eu vou para minha casa.
    -Ah... – John a fitou. – tudo bem.
    -Allen, se não se importar, vou levar Anne para casa. – Naomi me disse.
    -Mas, já são... – olhei para meu relógio e me surpreendi com as horas. – 20h00min! E você mora do lado ao contrário, não pode ir sozinha para casa.
    -Eu vou ficar bem. – ela garantiu.
    -Mas... –tentei protestar, mas me cortei. Sabia que eu não ia convencê-la.
    -Tchau. – Anne disse com um sorriso fraco.
    -Até mais. – sorriu Naomi.
    -Até. – eu e John dissemos em uníssono.
    Segui o caminho de volta sozinho. Pensei no que aconteceu no encontro de minha irmã, e percebi algo pela primeira vez, o que Naomi fizera comigo quando eu não queria deixa-la interferir na briga de Anne e John, quando ela acariciou os meus cabelos e na sensação imediata de paz que sentir. Aqueles seriam poderes de Naomi? Também fizera o mesmo com minha irmã. Cada vez ficava admirado com a capacidade de manipular seus poderes.
    A luz dos postes clareava levemente as calçadas, eu fitava o caminho de casa, que agora, não era mais tão longe assim. Senti um calafrio, eu não estava sozinho. Olhei para trás e nada vi. Quando voltei olhar para frente quase meu coração parou, depois enxerguei o sorriso suava e me tranquilizei.
    -Que susto! – disse a ela.
    -Haha! – riu lindamente Naomi. – nossa, consegui te alcançar.
    -É, isso é estranho. – eu disse voltando a caminhar junto com ela. – você voa também?
    A luz pálida dos postes reluziu o rosto sem expressão de Naomi.
    -Infelizmente... Não. – ela deu de ombros. – sua irmã está melhor.
    -Ah, sabe... – fitei o chão. – o que fez no Street Coffee, era seu poder?
    -Se refere quando acalmei os ânimos de você e sua irmã? – ela disse. – sim, fui eu.
    -Ah, e bom falsete. – eu sorri para ela.
    Ela riu.
    -Agradeço. – ela parou de repente,
    -O que foi? – perguntei.
    -Sua casa. – ela sorriu. – já chegamos.
    Olhei ao redor, reconhecendo o lugar, olhei para a casa de dois andares não tão luxuosa.
    -É mesmo. – eu sorri. – nem me toquei.
    -Bem, até amanhã. – ela deu tchau com a mão. – boa noite.
    -Boa noite. E... – olhei para ela. – apareça em meus sonhos.
    Ela sorriu.
    -Com certeza, vou aparecer. – ela se virou de costas.
    Naomi começou a caminhar até desaparecer na escuridão. Eu entrei em casa e logo que passei pelo espelho me vi sorrindo. Não havia percebido, o que me fez sorrir mais, como eu estava idiota hoje.
    Deitei no sofá e Puppy se deitou em cima de mim.
    -Olá Puppy. – eu a acariciei.
    Puppy miou e pulou de cima de mim para o chão. Levantei também e subi para a quarto, tomei um longo banho e não fui comer, eu não tinha nenhuma fome. Sentei em minha cama e olhei a pequena Sakura que parecia mais alegre. De repente me veio Naomi em minha mente, durante todos esses anos em que perdi minha mãe ela me acompanhou em meus sonhos, queria saber como ela descobriu que eu perdera minha mãe. Porém, todas as vezes que eu perguntava, ela mudava rapidamente de assunto. O que era estranho. Peguei um antigo álbum de fotos da gaveta da minha escrivaninha. Ali estava escrito: Boas lembranças, que ficam para sempre.
    Abri e vi inúmeras fotos de mim e Anne quando éramos pequenos, e até bebês. Parei na minha foto favorita, uma mulher com um vestido multicolorido de alças finas, alta e magra, muito bonita, possuía cabelos
    avatar
    Leticia Blanco
    Aluno
    Aluno

    Mensagens : 14
    Data de inscrição : 30/05/2011
    Idade : 21

    Livro Re: Meu cupido. (Fanfic)

    Mensagem  Leticia Blanco em Ter 31 Maio 2011, 20:32

    castanhos avermelhados, e olhos tão azuis quanto os meus, ao lado dela, um homem um pouco mais alto que a mulher de cabelos cor de areia. Os dois sorriam e ao lado deles havia dois carrinhos de bebês.
    Meus pais. Fazia tempo que eu não via meu pai. Ele viajava pelo mundo procurando artefatos antigos gregos. Até os doze anos eu vivia com ele viajando pelo mundo, depois fui morar junto com Anne, que morava com nossos avós, em Califórnia. Não demorou muito para que mudássemos novamente, Anne ganhou uma bolsa no Canadá e eu resolvi vir junto. Meus avós – que tinham dinheiro até nas orelhas – acharam mais conveniente que eu e Anne ficássemos em casa separadas. Eu gosto de Queen’s, por isso eu fui morar aqui, porém minha irmã arrumou uma casa na direção oposta da minha.
    Deitei em minha cama e lentamente fechei os olhos, alguns instantes eu fiquei fitando a escuridão, logo depois eu fitava um céu claro sem nenhuma nuvem. Eu novamente estava sonhando.
    Eu levantei do gramado macio e fixei meu olhar para a imensa Sakura que havia depois do lago, tão grande quanto uma casa. Encostada na Sakura, estava Naomi, ela juntavas algumas pétalas e parecia que fazia um cordão, ela sorria para as pétalas, se divertindo.
    Me aproximei sentando ao seu lado, percebi que não eram cordões, eram coroas de louros só que feitos de pétalas de Sakura.
    -Bonito. – eu lhe disse.
    Ela me fitou ainda sorrindo.
    -Olha como cresceu, Allen. – ela admirou a Sakura. – ela será a resposta para seus sentimentos. O guia do labirinto de seus sonhos. Achará tudo que quiser nela. Pois ela é seu coração.
    Ela pôs em minha cabeça uma de suas coroas e a outra pôs nela. Ela sorriu, ajeitou sua franja e voltou a se encostar-se à Sakura.
    -Como eu vou descobrir o que sinto? – eu perguntei enquanto eu me encostava na Sakura.
    -Quando precisar, saberá como. – ela disse. – só você pode descobrir isso, afinal, o coração é seu.
    -Mãe... – eu agora fitava meus pés. – você... Você nunca vai embora, não é?
    Ela emudeceu por instante, mexeu na grama e não sorria mais.
    -Quando seus desejos estiverem realizados, não terá motivo para eu ficar. – ela falava como se as palavras tivessem gosto de limão. – então eu irei a busca de outra pessoas que precise de meus serviços.
    -Mas...! Não pode... Mãe, você todo esse tempo esteve comigo, certo? – eu disse. – sem você...
    Ela sorriu tranquila e fitou as aguas do lago tão calmo feito ela.
    -Um dia verá que não precisa mais de mim. – garantiu. – e então não sentirá minha falta.
    -Como?! Você não é só um “cupido”, você é minha melhor amiga, me conhece melhor que ninguém, me ajudou durante todos esses anos! – eu protestei.
    Um vento mais forte passou por nós, e Naomi fitava o lago sem expressão.
    -Melhor... Amiga. – murmurou. – sou sua... Melhor amiga?
    -Claro que é. – eu a fitei.
    Ela ficou estática, olhando o lago, murmurava alguma coisa e pude ver lágrimas caindo de seus olhos.
    -Mãe! – eu me aproximei dela. – o que ouve?
    Ela secou as lágrimas com as costas das mãos e pude ver um sorriso se formando em seus lábios.
    -Melhor amiga... – ela me fitou com os olhos ainda lacrimejados. – ninguém nunca me titulou como melhor amiga. Todos os amigos que tive eram de minha família, nenhum ser humano me chamou de amiga, apenas ficavam em minha companhia para realizar seus desejos. Você foi o primeiro.
    Eu sorri para ela, eu também possuía lágrimas nos olhos.
    O sonho novamente clareou. E eu estava mais uma vez em meu quarto.
    Sentei na cama, hoje era sábado, quase eu tinha me esquecido, o despertador permanecia mudo. Levantei aos poucos, ainda com sono, peguei meu celular, uma mensagem não lida. Cliquei na mensagem e lá estava escrito:
    Allen, vamos ao shopping hoje! Às duas horas da tarde. By: Mary.
    Shopping? Eles nunca se cansavam de ir ao shopping?
    Puppy apareceu na porta com um cartãozinho na boca, ela veio até a mim. Me ajoelhei e peguei o cartão de sua boca, Puppy saiu correndo do quarto e sumiu de vista. Abri o cartãozinho e lá estava: Prepare-se para hoje, Allen! Anne se apaixonará por você.
    Corei, aquilo só podia ser de Naomi. Me levantei e olhei para a Sakura parecia um pouco maior de costume. Só esperava que ela não crescesse tanto quando em meu sonho. Eu tinha que me preparar para hoje a tarde. Conhecendo Naomi, não duvidaria que seu plano desse certo.
    Ouvi alguém batendo na porta, coloquei meu roupão e desci para atender.
    Abri a porta e ali estava minha empregada, Aline. Uma mulher de trinta e cinco anos, mais ou menos. Ela não era exatamente feia, era bonita. Tinha a pele pálida e, sardas no rosto, o cabelo era ruivo cacheado até embaixo dos ombros.

    Conteúdo patrocinado

    Livro Re: Meu cupido. (Fanfic)

    Mensagem  Conteúdo patrocinado


      Data/hora atual: Sex 19 Out 2018, 00:22